O maldito
Maio 11, 2008

Essa é uma das partes mais constrangedoras. Falar de si mesmo. Sempre, absolutamente sempre, vai soar pretencioso e idiota. Mas sempre chega o momento de fazer um pequeno trabalhinho sujo e, portanto, leia abaixo. Se tiver estômago.
Nasci em Santiago, no glorioso Rio Grande do Sul. Tenho orgulho de ser gaúcho mas não sou separatista (ainda). Ali perto de São Borja, terra que pariu o símbolo máximo do caudilhismo: Getúlio Vargas.
Tenho vários apelidos dependendo do grupo de amigos/colegas/família/etc. O mais difundido é Guilhes. Vem do tempo de escola onde havia outro Guilherme na sala. Com isso, o estranho e enigmático “S” em meu primeiro nome se provou um diferencial necessário.
Mas também tem o Meme, Nego, Damian, Cachorrão, Jack, Cão do inferno, Jack 66, Billy, Jack Black, Yamandu, Mumrah, Mano Lima, Chima (de chimarrão), Gui, Gaudério, Tchêlhermes e alguns outros intímos demais pra citar aqui.
Minhas maiores paixões são os computadores, tecnologia, e o bom humor.
Sei rir de mim mesmo. Quem se leva a sério demais definitivamente não pode ser levado a sério.
Minha amante é a música. Me move e me encanta. Mas já me convenci de que ela nunca vai ser minha. Aprendi a ler partitura, contar os tempos com o pé e subdividi-los na cabeça. Tenho uma pilha de métodos de contrabaixo (meu instrumento) aos quais nunca consigo me dedicar de verdade. Minha esperança é aprender pela simples presença deles em minhas estantes.
Já tive banda, toquei na zona do meretrício e em festivais. Já gravei até algumas coisinhas. Tenho uma pá de amigos músicos que, coincidentemente, são os meus melhores. Amigos.
Falando em amigos, tenho poucos e bons. E desconfio de quem tem amigos demais. Parece que falta critério.
Cheguei em São Paulo com uma mão na frente e outra atrás, sem grana, sem conhecer nada nem ninguém. Sobrevivi e me transformei em alguma coisa que até hoje não consigo entender quando olho no espelho.
Sou um curioso e gosto de saber de tudo um pouco. E sempre me frusto por não ser um cara com habilidades milimetricamente específicas.
Odeio avião e aeroportos. Assim como ônibus e rodoviárias. Viajar é um martírio. Mas conhecer outros lugares é legal. Estou esperando asiosamente pelo tele transporte.
Contrariando todas as leis da física quântica não gosto de pizza, massas e doces. Mas uma carne vermelha gorda e suculenta (preferencialmente uma costela) faz do mundo um lugar melhor. Assim como a cerveja.
As maiores invenções da humanidade são o ar condicionado, o cigarro e a coca-cola. Sim, eu fumo. E muito. A maior burrice da minha vida foi começar a fumar depois de velho.
Bebo demais e fumo demais. Sou um cara acima do peso e um tanto paranóico. Gosto de ficar sozinho pensando com meus botões.
Sou designer de profissão mas não tenho cabelo colorido. Nem uso roupas moderninhas e frequento lugares da modinha.
Gosto de ficar no meio de pessoas humildes. Como aqueles caras que frequentavam a oficina do meu pai. Gente simples de coração. Pessoas mais fáceis de se lidar.
A viagem dos sonhos é ir pra algum dos pólos, no meio do gelo e do nada. Pra contemplar a pequenes da individualidade.
Já espalharam por aí que vim pra sampa e virei travesti ou algo parecido. Se tivesse uma bundinha decente e jeito pra coisa até seria. Mas com essa minha barriga branca, gorda e peluda… no way.
O resto é lenda. Quem me conhece que me julgue.
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