Que tipo de motociclista é você?
Abril 20, 2009
Algumas definições bem engraçadas do mundo das duas rodas. : ) Tirei do forum do 35
Este é um pequeno glossário sobre os seres e espécies de seres bípedes que fazem parte da fauna de duas rodas. É sempre bom conhecer estes termos, pois deve-se ter um certo cuidado ao adereçar um destes seres, pois se chamá-lo
pela denominação errada com certeza vai levar um xingão.
MOTOQUEIRO: Indivíduo bípede que anda sobre uma máquina que também tem dois pontos de contato com o solo. Notem que qualquer ser que consegue equilibrar-se sobre os quartos traseiros pode ser motoqueiro (com o preço
que está uma CG 84 a álcool, qualquer um pode). Quando este indivíduo comprou seu veículo de duas rodas, acreditava que qualquer coisa sobre o asfalto com mais de duas rodas é um obstáculo a ser vencido (tem certeza que
se tivesse comprado aquela DT 180 85 daria para pular por cima). Atualmente,
depois de três multas por andar sem capacete, várias mijadas de guardas por
estar de chinelo e sua foto (ou melhor, a da traseira da moto com ele
cobrindo a placa com a mão enquanto “fazia bundão” pro pardal) espalhada por
todas as repartições do Detran, ele é o dono da rua. Sua próxima aquisição
será aquele ferrinho de pôr na rabeta para poder empinar sem estourar a
lanterna traseira…Aí sim vai ser animal passar nos pardais.
MOTOCICLISTA: Ser humano sobre uma máquina de duas rodas. Se considera a
casta nobre dos condutores de veículos motorizados, pois só anda de
capacete, não grita “Volta pra cozinha!!!!” quando uma mulher
inadvertidamente lhe fecha no trânsito e nunca joga papel de bala no chão.
Não consegue ficar 15 minutos sem pensar na sua possante, e acha que não
existe coisa melhor no mundo do que andar de motocicleta. Se sua mulher
deixasse, guardava a motocicleta na sala de jantar. Mas como não há
substituto para sexo, guarda a motocicleta debaixo de uma lona na garagem
mesmo (mas só cobre depois do motor esfriar, nem que tenha que ir até a
garagem as 3:00 horas da manhã mais fria do inverno para cobri-la).
BIKER: Ser totalmente sui generis. Também se considera de uma casta nobre,
mas de um filé absolutamente diferente dos demais. Começou aos 10 anos com
uma Caloi Super, de quadro de ferro e 10 marchas (era o moleque mais rápido
do quarteirão no Polícia e Ladrão sobre bicicletas). Quando cresceu e virou
gente, a 1ª moto que comprou foi uma RD350, que passsava horas lavando e
encerando. Divertiu-se muito com esta RD (“Meu, tu não acredita em quantos
minuto fiz do trampo pra casa, e isso ao meio-dia”).
Aí ganhou mais dinheiro, teve dois filhos, trocou a Parati rebaixada com
vidro fumê por um Santana de 4 portas e comprou uma esportiva. Mais de 130
cavalos, sem contar o condutor, e velocidade final de 270 km/h (mas com o
Sarachú que ele vai colocar vai passar dos 285 frouxo). Sua diversão é subir
até o topo da serra e descer, uma vez atrás da outra, das 8:00 às 11:30 de
todo sábado de sol, fazendo todas as curvas na horizontal. Sempre se veste
com uma jaqueta que se liga por zíper à calça, das cores mais psicodélicas
possíveis e que geralmente custam um valor de 4 dígitos. Quando chega em
casa pro almoço depois do exercício de sábado, a 1ª; coisa que faz é abrir a
jaqueta de guerreiro do futuro pós-apocalíptico e amarrar as mangas na
cintura e em seguida atacar a geladeira atrás de líquidos, pois quase
desidrata de tanto suar dentro do uniforme. Depois de beber dois litros de
água, suco, chá, cerveja, etc, beija a mulher (como sempre ela manda ele
tomar banho porque está fedendo chulé) e vai vistoriar os novos riscos nas
pedaleiras que fez naquelas curvas animais da serra. E pensa consigo mesmo
“Até sábado que vem ponho o Sarachu, aí sim vai dar pra aproveitar toda a
potência da moto”.
COXINHA: Na verdade, esta definição serve para todas as tribos. É aquele ser
que tem um veículo de duas rodas dentro da sala de TV. Acha que o importante
é ficar babando em cima da moto, e só anda com ela nos fins de semana de sol
e quando emenda um feriadão e não vai viajar com a patroa e os 3 filhos. Seu
maior prazer é sair de carro com os amigos e falar de motos. Quando sai para
dar umas voltas (depois de entrar no site do Inmet para ver se corria risco
de tomar chuva naquele sábado de céu azul), não pára em sinaleiro sem ficar
acelerando o motor. Geralmente sai no gás para frear em cima do carro em
frente a 30 metros. Sua política é que moto é a melhor coisa do mundo, mas
em viagem de mais de 30 km é melhor ir de carro por ser mais seguro, ter
rádio toca-fita com magazine de 12 CDs no porta-malas, ar condicionado, etc.
Além do mais, não sei não, mas parece que vai chover semana que vem, por
isso não sei se vai dar pra ir junto com vocês…
TIRO CURTO: Denominação dada a um ser vivente sobre duas rodas que vai a
qualquer encontro, em qualquer lugar, pagando ou não, com qualquer tempo,
mas raramente chega lá no dia programado. Sempre fica no meio do caminho
para arrumar um probleminha na moto que só depende de se conseguir uma
pecinha na cidade vizinha. A sua moto é o arquétipo da moto ideal,
mecanicamente perfeita, e aqueles barulhinhos irregulares são charme. A
bomba de óleo que estourou ontem, o fluido de freio vazando na semana
passada e a torneira de combustível entupida do último encontro (30 dias
antes) são coisas da vida que acontecem com qualquer um. Geralmente é o 1º a
apoiar a idéia do MC comprar uma carretinha pro carro de apoio (“Lembra
daquela vez que o Ciclano teve de dormir naquele motel pulgueiro? Ainda bem
que não estava junto , já que minha moto estava na revisão, mas se a gente
tivesse a carreta vocês poderiam ter colocado aquela porcaria da moto dele
em cima”). Facilmente reconhecido, pois conhece os nomes de todo mundo na
sua concessionária, do mecânico-chefe ao gerente ao cara de CG que faz
entregas. Quando consegue chegar de volta de um encontro sobre a moto (e não
dentro do carro de apoio) fala pra todo mundo que este foi um dos melhores
encontros que aquela cidadezinha já fez. Muito melhor que o do ano passado,
pois de tanta chuva (na verdade era uma garoa forte) molhou as velas e teve
de dormir num hotel na entrada da cidade que lhe cobrou uma nota preta.
“Este ano foi diferente, a organização não deixou ninguém nos explorar com
hotéis caros… Aquela mancha de óleo ali? Isso é óleo que jogaram embaixo
só para me sacanear. Esta moto não dá oficina”.
CGZEIRO: Começou com uma Turuna 80 (aliás, impecável) do tio dele e agora
esta já na sua 3ª Today. Seu sonho de consumo era uma Titan ES, mas agora
com a YBR, está em dúvida…se a troca de óleo for mais barata pode até
pensar. Entre seus amigos é muito querido, pois além de fazer zerinhos
perfeitos (“aquela vez que a moto escapou e acertou um Palio 16v estacionado
do outro lado da rua foi porque a rua ali na frente do colégio tem muita
pedrinha solta por causa dos ônibus que passam de monte”) faz a melhor
antena corta-cerol do bairro. Pensa um dia escrever para a Duas Rodas e
perguntar se não querem fazer um teste com seu corta-cerol. Numa dessas pode
até começar a faturar uns trocados com os pedidos…
SUPERBIKER: Ser sobre duas rodas bastante curioso. Sua filosofia de vida é
chegar lá. Não importa onde, desde que seja rápido. E antes dos colegas com
aquelas velharias de 1998. Seu modo de trajar é bastante semelhante ao do
biker, mas diferem por sempre usarem capacetes de fibra de carbono com
kevlar trançado, viseira anti-embaçante e a prova de impactos e cinta
jugular acolchoada de nylon anti-alérgico que pesa somente 127 g. Têm um
jeito peculiar de andar quando estão sobre os próprios pés, pois sempre
inclinam a cabeça para frente para melhorar a penetração aerodinâmica. Não
são muito vistos sobre as motos, pois quando você vai olhar eles já
passaram. Detestam andar devagar, pois o pressurized air charged direct
double induction system só começa a funcionar a partir dos 195 km/h (se bem
que a nível do mar já entra nos 185 km/h). Além do mais, andar a menos de
200 km/h é coisa de frouxo.
São facilmente reconhecíveis nas boates dos encontros, pois sempre são os
primeiros a chegar, e quando se pergunta a um deles se o túnel na BR ainda
estava em reformas eles respondem “Reformas? Não vi máquina nenhuma…”.
Outra característica marcante é seu ódio descomunal a insetos. Isto porque
dói pra cacete levar uma besourada no pescoço a 298 km/h. Acredita piamente
que até o ano 2010 estarão em produção motos de série que rompem a barreira
do som (“Aí sim vai dar para curtir o vento no rosto…”).
CRUISER (CUSTOM): Seu nome é derivado do tipo de moto de duas rodas que
pilotam. Sua filosofia de vida é ir, não importa quanto tempo leva nem se
vão chegar lá. Só ouvem rock, e respiram couro e comem cromo. Se não for
cromado não presta. Vestem-se dos pés a cabeça com roupas de couro (até no
capacete as vezes), incluindo-se cuecas e meias, geralmente na cor preta.
Além do couro, adoram usar penduricalhos presos a roupa, como correntinhas,
broches, etc. Não gostam muito do verão por que no sol toda esta roupa preta
esquenta pra cacete. Consideram-se os bad boys do reino de duas rodas, mas a
maioria pede: “por favor, não fala palavrão” e até respeitam mulheres no
trânsito. Também não gostam de insetos, pois como geralmente usam elmos
abertos, detestam comê-los quando es tão pilotando. Nos encontros, se você
perguntar se o túnel na BR ainda está em reformas, respondem com detalhes,
pois andam tão devagar que conseguem até ler o nome nos crachás dos
trabalhadores.
TRILHEIRO: Este ser não faz parte da fauna urbana, pois só se sente a
vontade quando está no meio do mato. Seu credo é “no barro é que me
realizo”. Estes bípedes só são felizes quando estão com barro até a cueca,
já que andar no asfalto é coisa de mariquinha. Quanto mais chover melhor,
pois assim a trilha estará bem enlameada. É um dos poucos seres sobre motos
que sabe lavar roupa, pois sua mulher se recusa a pôr a mão ou deixar que a
empregada lave aquela imundície que é a roupa dele andar de moto. Detestam
os coxinhas e flanelinhas (ver abaixo), já que moto limpa não presta e é no
mínimo coisa de fresco. Não vão muito a encontros, pois só existem encontros
em cidades, nunca na terra ou no mato, e andar no asfalto é coisa de
mariazinha.
FLANELINHA: Também é um categoria de ser, sendo encontrado em todas as
tribos e filos. Este ser bípede tem como meta na vida deixar sua moto
brilhando. Não existe coisa pior que mancha ou sujeira. Também são uns dos
poucos que lavam roupa, pois só usam roupa limpa ao andar de moto para não
sujar o banco. Nos encontros que vão (apenas na época de seca e somente em
cidades limpas) ganham todos os prêmios de moto mais bem conservada.
Caracteristicamente sempre carregam um paninho, pois sempre pode aparecer
uma sujeirinha. Conhecem de cor nomes e fabricantes de todas as marcas e
tipos de cêras e polidores, além de conseguirem citar de traz para frente a
seqüência de lavagem de sua moto. Uns chegam ao ponto de plastificar a moto
inteira (“Sabe como é, radiação ultra-violeta pode danificar a pintura.
Nunca dá pra descuidar”). Nos encontros, para achá-los é só ir onde estão as
meninas em trajes mínimos lavando motos. Geralmente tem um flanelinha
ajudando ou ensinado elas a lavar.
ESTRADEIRO: É uma espécie de nômade, que ainda não conseguiu criar raízes em
lugar algum. Na dúvida, ele pega a estrada, não importa pra onde, desde que
seja longe. Também não se importa em quanto tempo vai levar ou se tem alguma
coisa lá, o importante é ir. Uma de suas características é transformar a
moto num motorhome, com malas, alforjes, bagageiros, mochilas e pochetes por
tudo, sempre com um 2º capacete em cima da pilha mais alta. Ó único ser
sobre duas rodas que acha que talvez não seja totalmente verídica a estória
que todo caminhoneiro tem a mãe na zona. Afinal, naquela viagem do mês
passado ao Aconcágua que fez saindo pela Transamazônica, foi um caminhoneiro
que lhe deu carona de volta a Manaus quando o pneu traseiro rasgou. Também
não gosta de insetos, porque deixam aquela mancha verde na viseira. Sempre
que se encontrar um estradeiro e ele disser já volto, desconfie, pois pode
resolver que faz tempo que não vai às Missões e só voltar dali a um mês. Se
pudesse, trocaria o irmão mais novo para ir de moto à Daytona. Saindo da
Terra do Fogo, é claro.
MOTOCLUBE ou MOTOGRUPO: Uma reunião formal, legalizada e com estatuto de
seres sobre duas rodas. Normalmente, é composto por apenas uma espécie de
ser, e todos são identificados por uma jaqueta ou colete de preferência bem
surrados com uma figura nas costas e escrito embaixo “Pelo asfalto, minha
vida” ou qualquer outro dizer imperioso assim. Quanto mais coisas e
penduricalhos conseguir colar, costurar ou amarrar no colete ou jaqueta,
melhor. Seus integrantes, nos encontros, só se misturam com integrantes de
outros MC de seres da mesma espécie, e sua principal diversão é falar mal
dos encontros pagos e das outras espécies. Alguns até tem sede própria, onde
fazem as reuniões para decidir que encontro pagos vão boicotar ou qual
membro vai ser punido por não usar o broche do grupo no último encontro que
foram. A maior ocupação de seus integrantes é confeccionar adesivos para
poderem trocar com os outros MC e aí colar no painel da sede. Os Motoclubes
mais abonados mandam pintar o carro de apoio, a carretinha e a sede inteira
com as cores do grupo, e com uma baita brasão na parede (no carro de apoio
colocam aqueles adesivos magnéticos com o emblema do MC nas portas). Para se
relacionar bem com estes seres, é necessário certo conhecimento de zoologia
para se poder saber qual o bicho é o animal que adotaram como símbolo (além
dos seus hábitos, se é carnívoro, onde se encontra, seus ritos de acasalamento, etc.).
Julho 29, 2009 at 8:31 pm
Nada a acrescentar,simplesmente FENOMENAL !