Onde ele está?

Julho 19, 2008

Da série “Eu conheço esse cara“. (Sim… o amarelinho parece muito alguém que eu conheço)

Mais uma tirinha hilária do Mundinho Animal.

Tá aí uma boa postura pra se adotar quando se está pelos bares da vida. Você já deve ter percebido que volta e meia, quando você está lá tranquilo tomando sua ceva, quase sempre aparece um camarada vendendo alguma coisa inútil ou de gosto duvidoso. São vinis velhos, CD pirata, os malditos livros de poesia de quinta categoria, livros de contos, quadrinhos, trabalhos manuais e tudo quanto é porcaria inimaginável na face dessa terra.

Mas o pior são aqueles mais performáticos e sociáveis que querem, a todo o custo, que você passe os olhos naquela meia dúzia de desenhos toscos que ele mesmo fez, ou ouça o próximo hit do verão que ele mesmo compôs.

É de amargar. Veja bem, eu não tenho nada contra as pessoas sonharem. Nada. E também nada contra elas procurarem otários embriagados pelos bares da vida pra fazer um ou outro trouxa desembolsar uma grana pra levar um pedaço de bosta inútil pra casa.

O que me irrita é que ninguém se atreve a abrir os olhos dessa galera. Saca? Tipo falar na cara dura algo como “Meu querido… esse teu desenho é muito demais de ruim. Tenta outra coisa nessa vida. Estou falando isso pro seu bem”. Por que ninguem se atreve a falar a dura realidade pra esse pessoal? Tem gente que acaba desembolsando 10 paus por que ficou “com pena”. Pena? Pô, quem tem pena é frango.

Tem gente “com pena” (que fique claro que eu não saio por aí com um bando de frangos) que as vezes me acompanha e só falta me pregar na cruz pelo simples fato de eu falar uma verdade ou outra pra esses vendedores de tranqueira noturnos.

Uma vez estava lá, feliz, contando uma piada ou alguma pornografia e me aparece um desses pobre diabos. Com uma porra de um CD em um discman. Encheu tanto o saco que eu falei: “Ah é? Quer que eu ouça? Então tá bom. Mas tu vai arcar com as consequências.”

Coloquei o negócio no ouvido e fiquei por um minuto dando uma “sacada legal” no tal do som do “artista”. Tirei e falei: “Meu querido, isso aqui tá ruim de doer. Começa do zero mas não mostra isso pra mais ninguém”

A partir daquele dia, o Carril, que me acompanhava, passou a me chamar de Miranda. : )

Bom… a reação do cara foi ficar congelado no tempo e espaço. Ficou completamente desarmado pelo fato de, talvez pela primeira vez na vida, ouvir uma opinião sincera e dura. Por que o negócio é o seguinte, se todo mundo comprar por pena ou simplesmente pra fazer o mala ir embora o mais rápido possível o fulano vai viver uma vida inteira ganhando trocados vendendo uma merda de “trabalho”. E a culpa vai ser sua.

Quem sabe da próxima vez que for abordado por um tipinho desses, que chega falando “Que tal comprarem o trabalho do artista!”, você possa falar um simples “E onde ele está?”… HAHAHAHAHAHAHAHAHA

Como diz o Adriano, é bem provável que eu ainda tome um tiro na cara. Mas, como diz o Vitor Ramil:

Não quero morrer de doença
Nem com a vela na mão
Eu quero é guasquear no chão
Com um balaço bem na testa
E que seja em dia de festa
De carreira ou marcação

Kate Moss. Essa é antiga, saiu do Gay1 (G1) já faz um tempinho. A puta loca resolveu despirocar e mostrar os peitos e a calçola sem dó, pra alegria da homarada. Talvez tenha sido uma espécie de protesto já que a perversa estava em Istambul, na Turquia, onde a mulherada, dependendo do lugar, tem de cobrir até as fuças.

Cachorrona.

De queixo caído

Julho 19, 2008

Ainda to viajando na onda do Ari Borger. O cara é um animal no Hammond.

Pra sorte da humanidade tem um monte de vídeos de performances do cara no youtube. É só procurar.

Dá uma olhada nesse (no programa do gordão caquético e “cacoetento”):
Groovezão

P.S. Não resisti e comprei o disco. E olha que o preço tá honesto. 15 pilas. Garante o teu aqui.

Reticência

Julho 19, 2008

Me enche de tesão
E só. Diz tudo e nada

A qualquer momento
Madrugada, dia, noite
Três pontos ao vento

Não vejo a hora de te ouvir em silêncio
Assim, ao vivo. Olho no olho
Com tudo o que tem direito

Preencher esse espaço que é mudo, surdo e cego
Com paixão e tudo o que me pertence
De direito

Me jogo a teus pés
Sem desculpa
Te engolindo

De baixo pra cima
Como eu gosto
Como tu quer

Reticência infinita
Me conforta e me excita
Por não saber nunca
Quando

Liberdade

Julho 19, 2008

Eu estou bêbado, confesso.

Porém, é difícil encontrar algo mais libertador do que, as 5 e pouco da manhã, ouvir do dono de um bar a seguinte frase: “Nós tomanos hein?”…

Jantei com o meu querido Bruce (figuraça), bebi e conversei sobre tudo e todos com um bando de malucos.

Conheci uma suposta francesa que acompanhava ninguém  menos que Manoel Beato do Fasano.

Agora preciso dormir, só isso.