Dor de corno metaleira

Julho 18, 2008

Acredite se quiser.

Sabe aquela, dentre milhares de outras, dupla sertaneja?

Claro que não né? Pergunta besta. Basta chutar uma moita na rua que saltam dez iguaizinhas.

Estou falando de uma em especial. São os “Edson e Hudson”. Eu também não conhecia. Mas se quiser curtir uma dor de corno (ou cotovelo) loca clica aqui e entra no sítio (já que estamos falando de bosta de cavalo e afins) dos caras.

O que eu não sabia mesmo é que o tal do Hudson é metido a roqueiro. O cara curte mesmo. E não bastasse curtir eis que ele gravou um disco solo! O peão toca uma guita até que bem honesta e bonitinha.

Duvida? Baixa o CD dele aqui, que tem até participação do “sepultural” Andreas Kisser.

Dá uma conferida no paquitão, ao vivo:

Confere agora, um trecho de uma entrevista com o doidão para saber mais ou menos qual é a história do sertanejo mais roqueiro do Brasil.

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Depois de criar uma nova tendência musical mesclando rock com música sertaneja, ele gravou um disco solo do mais puro rock ‘n’ roll e heavy metal para guitarrista nenhum botar defeito. Dono de uma técnica e habilidade instrumental de cair o queixo, ele contou com a ajuda de Ivan e Andria Busic (Dr Sin) para gravar Turbination, disco que reúne 13 faixas na melhor linha Vai/Satriani e que também conta com a participação de Andreas Kisser, do Sepultura

Depois de termos nos encontrado com Andria e Ivan Busic no escritório da Dynamo Records – gravadora que lançou o novo disco do Dr Sin, Bravo, e que também está lançando Turbination, do Hudson – fomos para um estúdio na zona sul de São Paulo onde nos encontraríamos com Hudson Cadorini para uma sessão de fotos entre ele e o pessoal do Dr Sin. O guitarrista Edu Ardanuy também já nos esperava lá.

Findado os clicks e flashs, nos despedimos dos “doctors” e Hudson gentilmente nos convidou para que fossemos ao seu apartamento que ficava ali perto e que ele tinha acabado de comprar. Esse seria o local de nossa entrevista. “Entrem, pessoal. Não reparem pois ainda estamos terminando a decoração. Comprei esse apartamento aqui em São Paulo pois assim não preciso ficar em hotéis quando estou na cidade”, foi a maneira modesta com a qual nos recebeu o músico que mora em Limeira, no interior do estado.

Depois de nos mostrar todos os cômodos de sua nova “sede” em São Paulo e de nos ter apresentado esposa e sogra, ele nos fez um convite irrecusável. “Vocês aceitam uma cervejinha?”. Foi então entre uma latinha e outra que essa descontraída entrevista se desenrolou.

Hudson, a primeira pergunta é bastante óbvia: como e quando surgiu esse seu interesse por rock?
O meu gosto por rock nasceu comigo porque a minha mãe – eu não a conheci direito porque ela morreu quando eu tinha três anos de idade – já tocava guitarra e gostava muito de rock ‘n’ roll, enquanto meu pai gostava mais de sertanejo. Acho que foi uma herança dela. Desde criança e depois na adolescência eu comecei a tocar guitarra em algumas bandas cover de rock ‘n’ roll, algumas sérias, outras não, mas eu sempre tive meus projetos pelo amor a música e pelo rock ‘n’ roll. É inadmissível uma pessoa falar que não gosta de rock ou que é só barulheira porque pra mim é a melhor música que existe e é onde você sente e consegue expressar todo o seu sentimento.

Por que você acabou optando pela música sertaneja? Foi pela questão financeira?
Na verdade eu sempre tive a dupla com o meu irmão e sempre cantamos música sertaneja desde criança por influência do nosso pai. Eu sou dois anos mais velho que o meu irmão e comecei cantando antes. Na época éramos crianças, eu devia ter uns sete anos, e fizemos uma dupla mirim. Nessa acabamos formando a dupla sertaneja, só que eu sempre tive os meus gostos, os meus projetos, e naquela época eu não sabia que tudo era um começo. Mas eu já curtia muita coisa do rock ‘n’ roll.

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