Música na veia

Julho 18, 2008

Lembrei de uma situação de alguns anos atrás. Estávamos em um bar e por algum motivo fui coagido a dar uma canja.

Subi lá e mandei uma Stand by me em alguns acordes mal tocados, soltando a voz a plenos pulmões.

Depois uma amiga chegou pra mim e disse “Seu lugar é lá em cima, no palco. É incrível como parece que vocês foram feitos um para o outro”

Isso nunca mais saiu da minha cabeça.

Lembro que o Renatão até hoje dispara “Nunca vi ninguém cantar essa música como o Guilhes (ou Chimarrão, como ele me chama)

Isso me conforta e me incomoda. Ao mesmo tempo. Será que estou no lugar errado nessa vida?

Só o tempo vai dizer. Ou nunca vou saber.

P.S.: Naquela época o cigarro e a vida desregrada ainda não tinham detonado, tanto, a minha voz.

Ari Borger

Julho 18, 2008

 

Da série “me sinto um idiota por nunca ter ouvido falar nesse cara”.

Pois é minha gente. Hoje recebo esse link de uma ilustre vizinha de baia na “firma”. Puta que o pariu. É muito, mas muito bom!

Se Frank Aguiar se diz o “cãozinho dos teclados”, esse maluco é uma matilha inteira de lobos enfurecidos e sanguinolentos. Tudo bem… comparação incomparável.  Ari Borger é foda, muito, muito foda. Animal. Perfeito. Fino.

A música do maluco é visceral, setentista, com um timbre simplesmente fantásticos de Hammond. É groove saindo pelo ladrão. (Outra comparação incomparável e inconsequente: me lembrou muito a trilha sonora funk setenta do jogo Interstate 76)

O negócio é o seguinte, independente da sua raça, credo ou classe social, você tem a obrigação de clicar aqui nessa parte do texto que está azul e sublinhada. Fazendo isso tu vai parar no site desse filho da puta que toca pra caralho e vai poder ouvir o som do cara rolando no próprio site.

Esse é um daqueles malucos que surgem de tempos em tempos e você tem de ajoelhar, olhar pro céu e falar “Senhor, obrigado por esse cara existir”. A boa música sempre agradece.

Não clicou? Tá pensando o que moleque! Última chance ou vaza daqui. Clica nessa porra e ouve o cara.

Sem contar que Hammond B3 é sempre uma covardia perversa.

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Aproveitando o ensejo…
Sobre a trilha sonora do jogo Interstate 76

Considerada por muitos uma das melhores trilhas de games de todos os tempos, a Trilha Sonora de Interstate ‘76, foi composta em sua maior parte por Arion Salazar, ex-baixista da banda de rock Third Eye Blind. Para gravar a maioria das faixas, foi criada uma banda que ficou conhecida pelo nome de “Bullmark”. Ela era composta por Salazar(baixo e guitarra), Tom Coster, integrante da banda de Santana, nos teclados, e Bryan Mantia, ex-integrante do Primus e atual dos Guns N’ Roses, na bateria. Algumas outras faixas foram produzidas pelo músico e DJ Fatboy Slim. A trilha sonora recria o famoso funk dos anos 70, que era tão popular em filmes e séries da época. No estúdio foram usados muitos instrumentos e técnicas antigas de gravação, para que a reprodução de época fosse maior ainda. As músicas foram produzidas com um esmero como se realmente fossem fazer parte de um disco. Tanto que a Activision lançou (apenas no mercado norte-americano) um CD oficial com todas as faixas do jogo e mais algumas extras que ficaram de fora da montagem final, nas gravações. Muitas das músicas principais do jogo foram gravadas em áudio no CD do jogo em formato Red Book, possibilitando ouví-las em CD players comuns.

Extraído a força da “viquipidia”…

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Dor de corno metaleira

Julho 18, 2008

Acredite se quiser.

Sabe aquela, dentre milhares de outras, dupla sertaneja?

Claro que não né? Pergunta besta. Basta chutar uma moita na rua que saltam dez iguaizinhas.

Estou falando de uma em especial. São os “Edson e Hudson”. Eu também não conhecia. Mas se quiser curtir uma dor de corno (ou cotovelo) loca clica aqui e entra no sítio (já que estamos falando de bosta de cavalo e afins) dos caras.

O que eu não sabia mesmo é que o tal do Hudson é metido a roqueiro. O cara curte mesmo. E não bastasse curtir eis que ele gravou um disco solo! O peão toca uma guita até que bem honesta e bonitinha.

Duvida? Baixa o CD dele aqui, que tem até participação do “sepultural” Andreas Kisser.

Dá uma conferida no paquitão, ao vivo:

Confere agora, um trecho de uma entrevista com o doidão para saber mais ou menos qual é a história do sertanejo mais roqueiro do Brasil.

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Depois de criar uma nova tendência musical mesclando rock com música sertaneja, ele gravou um disco solo do mais puro rock ‘n’ roll e heavy metal para guitarrista nenhum botar defeito. Dono de uma técnica e habilidade instrumental de cair o queixo, ele contou com a ajuda de Ivan e Andria Busic (Dr Sin) para gravar Turbination, disco que reúne 13 faixas na melhor linha Vai/Satriani e que também conta com a participação de Andreas Kisser, do Sepultura

Depois de termos nos encontrado com Andria e Ivan Busic no escritório da Dynamo Records – gravadora que lançou o novo disco do Dr Sin, Bravo, e que também está lançando Turbination, do Hudson – fomos para um estúdio na zona sul de São Paulo onde nos encontraríamos com Hudson Cadorini para uma sessão de fotos entre ele e o pessoal do Dr Sin. O guitarrista Edu Ardanuy também já nos esperava lá.

Findado os clicks e flashs, nos despedimos dos “doctors” e Hudson gentilmente nos convidou para que fossemos ao seu apartamento que ficava ali perto e que ele tinha acabado de comprar. Esse seria o local de nossa entrevista. “Entrem, pessoal. Não reparem pois ainda estamos terminando a decoração. Comprei esse apartamento aqui em São Paulo pois assim não preciso ficar em hotéis quando estou na cidade”, foi a maneira modesta com a qual nos recebeu o músico que mora em Limeira, no interior do estado.

Depois de nos mostrar todos os cômodos de sua nova “sede” em São Paulo e de nos ter apresentado esposa e sogra, ele nos fez um convite irrecusável. “Vocês aceitam uma cervejinha?”. Foi então entre uma latinha e outra que essa descontraída entrevista se desenrolou.

Hudson, a primeira pergunta é bastante óbvia: como e quando surgiu esse seu interesse por rock?
O meu gosto por rock nasceu comigo porque a minha mãe – eu não a conheci direito porque ela morreu quando eu tinha três anos de idade – já tocava guitarra e gostava muito de rock ‘n’ roll, enquanto meu pai gostava mais de sertanejo. Acho que foi uma herança dela. Desde criança e depois na adolescência eu comecei a tocar guitarra em algumas bandas cover de rock ‘n’ roll, algumas sérias, outras não, mas eu sempre tive meus projetos pelo amor a música e pelo rock ‘n’ roll. É inadmissível uma pessoa falar que não gosta de rock ou que é só barulheira porque pra mim é a melhor música que existe e é onde você sente e consegue expressar todo o seu sentimento.

Por que você acabou optando pela música sertaneja? Foi pela questão financeira?
Na verdade eu sempre tive a dupla com o meu irmão e sempre cantamos música sertaneja desde criança por influência do nosso pai. Eu sou dois anos mais velho que o meu irmão e comecei cantando antes. Na época éramos crianças, eu devia ter uns sete anos, e fizemos uma dupla mirim. Nessa acabamos formando a dupla sertaneja, só que eu sempre tive os meus gostos, os meus projetos, e naquela época eu não sabia que tudo era um começo. Mas eu já curtia muita coisa do rock ‘n’ roll.