Pra quem gosta de ler

Julho 8, 2008

Achei uma aplicativo SUPER bacana. É o Shelfari.

Um dos muitos baseados no engenhoso e brilhante Open Social do Google.

Basicamente é uma rede social pra quem gosta de livros. Muito legal. Você monta virtualmente sua prateleira de livros com o que você está lendo agora, o que quer ler e por aí vai. E pode descobrir muita coisa bacana fuçando nas prateleiras de seus amigos. Achei MUITO, MUITO legal.

Acho que quem curte livros vai pirar nesse site.

Eu me cadastrei e dei uma fuçada por cima. Ainda não vi todas as possibilidades e tal. Mas vale muito a visita.

Clica aqui e vai lá. Mas vai agora (rs…)

Está valendo!

Julho 8, 2008

…como diria o carismático e engraçadíssimo Sílvio Luiz.

Nunca gostei de futebol, muito menos games de futebol e esportes em geral. É uma antipatia tanto no mundo real quanto no virtual.

A única coisa que sei é que adorava ficar ouvindo a narração esportiva do Sílvio Luiz na TV Bandeirantes. Nem ligava pro jogo. A atração principal era as piadas e sacadas do cara com aquela voz rouca e amalucada. Não passava nada em branco. A câmera mostrava alguma coisa na torcida e lá ia o Silvio Luiz inventar alguma história do anônimo que aparecia na telinha.

Mas o assunto é trilha sonora de games. Aliás, fiz um trabalho bem bacana em minha pós graduação sobre a história do som e da música nos games. Prometo postar aqui quando tiver um tempo.

A brincadeira começou quando o Nine Inch Nails fez a primeira trilha sonora dedicada exclusivamente a um game. Foi no inesquecível Quake, a primeira revolução nos Fisrt Person Shooters.

Nas no ano de 1998 o Blur (só podia ser uma banda inglesa…) deu ume legítima bola dentro participando da trilha oficial do festejado FIFA 1998.

Músicão, que fez um baita sucesso, muito em função do game.

Eu acho que é um caminho bem legal pra bandas que estão começando já que o mercado da música é cheio de caprichos e tal. A parceria bandas novas e desenvolvedores de jogos independentes só tem a ganhar juntos.

Agora curte o som!:

p.s.: Esse post nasceu graças a dúvida do Davi sobre de quem era a música bacana do FIFA que tinha como refrão o famoso “hu hu”.

Amanhecer na coxilha

Julho 8, 2008

Perdido
Assim é meu coração
Quer tudo e nada
Bate em um peito que vive as madrugadas
embebidas em vício

Canha e chinaredo
Pra ostentar um ou outro segredo
no bolso da guaiaca
Pra esquecer a avareza dessa vida ordinária

É nessas horas que me sustento
Na coragem do galope
Sorvendo a tradição
No ronco da cuia e da bomba pelando

Que me queima os lábios em protesto
No amargo explícito
das doces lembranças
O chimarrão

De quando no peito só caseriavam os sonhos de guri
De tornar-se homem e sair a galope
Campo afora
qualquer hora

Ginetear no lombo de um aporreado
Que me lança com viço ao chão
Com carinho
Pra levantar e começar tudo de novo

Apego
Só ao pedaço de chão
que me ampara
na hora da lida.

Tapera é minha alma
quando de escolhas
a chuva me encharca.
Quando não é geada

que desbota o rubro da charqueada
assim ao relento.
Fumo que não vinga,
pasto que não firma tuas garras,
teu casco de cuiudo que assim de relance,
num quase estouro da tropa,
te arranca a cela e não há espora que estanque.

Meu coração é laço
de peão de estância.
Não se prende em boi manso
ou baio de montaria

É espora que judia,
sangra e doma.
Há de nascer cavalo xucro que
pra estas botas não se renda.

Na solidão da madrugada
Mate amargo e lenha verde
Faz uma baita fumaceira
Que só teu olho não vê.

Amanhã é dia de carreira.
Meu chicote e meu laço.
Na ponta da adaga.
Tudo outra vez.

“Bebida amarga da raça. Que adoça meu coração” (*)

(*) trecho de João da Cunha Vargas