O mal desnecessário

Julho 4, 2008

Vamos ser sinceros ao menos uma vez nessa vida. Comunidades no Orkut não servem para absolutamente nada. Eu não conheço um cidadão que entre religiosamente em suas comunidades e participe ativamente. (ou sou só eu?)

As comunidades servem pra um único propósito, sinalizar que você é um cara que gosta (ou não gosta) disso, daquele outro ou aquilo. No bem da verade é pra se exibir. E só. É muito mais fácil dar um join e tá lá. Uma listinha das suas preferências, gostos e desgostos nessa vida de meu Deus.

E, óbvio, pra tentar impressionar algum incauto que chega a teu perfil. O capiau chega lá e vê no ladinho do seu nome a comunidade “Física quântica para super dotados”. Aí só tem duas saídas: ou o sujeito é tonto mesmo e acredita e pensa “Uau, esse cara é fodão” ou pensa mesmo (de verdade) e diz “Mas vá plantar batatas seu xarope”.

As comunidades são um ótimo meio de impressionar (ou o efeito contrário) os internautas desavisados.

Se de fato um assunto te interessa uma lista de discussão por email ou o bom e velho grupo resolve de maneira muito mais eficiente.

O negócio mais abominável é quando tu entra no perfil de alguém e o cara tá lá com umas 500 comunidades. Ou ele passa o dia “comunidando” e não faz mais nada ou é como alcóolatra: não sabe quando parar. Sem contar que um número de comunidades com mais de dois dígitos é figurinha fácil em perfis de seres humanos de 15 anos pra baixo…

Enfim… Mas existem algumas comunidades onde o bo humor impera. E essas são um santo remédio quando tu está de ovo virado.

Uma delas é a providencial “Eu odeio rodinhas de violão”.

É incrivel, basta entrar e dar uma conferida nos tópicos pra começar a rir. O pessoal tem muito bom humor. Se você ainda não percebeu, a comunidade em questão reúne todos aqueles que detestam uma festa qualquer que termina (ou começa) com algum mulambento maldito tocando violão.

É uma, senão a única, que entro regularmente pra dar boas risadas.

As enquetes são de rolar de rir e as respostas sempre rápidas e inteligentes.

Um exemplo das duas últimas:

Na sua opinião…
1 Violão é coisa do capeta e deveria ser banido
2 O violão é inocente. O problema são os violeiros.
3 Bandas de “rock nacional” são os responsáveis.
4 Rodinha de violão é que é coisa do capeta.
5 Se não houvesse violão, fariam outras rodinhas.

Qual o sinal mais evidente de que a festa fatalmente terminará com uma rodinha de violão?
Almofadas no gramado.
Muita gente de tamanco na sala – homens, inclusive
CD’s de MPB à vista – o do Belchior na frente.
A mãe da dona da casa cumprimenta você e sua aura.
Alguém diz: “fica, que mais tarde tem surpresa”
Às 2hs chega um cabeludo de bigode – surpresa!
Todas acima – agora já foi! Ainda dava pra fugir.

Huahuahuahuahuhauhauhauhauhauhauhua

Bom… é isso. Segura aí que vou lá criar uma comunidade “Eu odeios comunidades do Orkut”…

O Nando

Julho 4, 2008

Falando em rock progressivo dos bãos, daqueles de suar frio tentando executar um simples riff, preciso falar do meu querido amigo Nando Castanha.

É o batera mais fodão que eu já conheci. Na verdade tô na dúvida, o Banana, da Nocet também é um monstro. O negócio é que conheco o Nando há quase 10 anos. É um guri de ouro. Toquei com ele, e com seu pai, logo que vim pra Sampa. Na época era moleque, devia ter 15 anos ou algo próximo disso. Mas já nessa idade era impressionante como o guri dominava quando sentava naquela banquinho atrás da batera. O curioso é que ficamos anos sem nos encontrarmos e sempre que finalmente falamos novamente ele prova ser uma pessoa maravilhosa, de um coração de ouro.

Ele é aquele tipo de amigo pra sempre? Saca? Que mesmo que você reencontre depois de anos parece que foi ontem que você tomou um ceva com ele por aí.

Anota o que eu tô falando, o Nando ainda vai tocar em alguma grande banda brasileira e vai fazer muito sucesso. É uma questão de tempo.

Além disso o pai dele, o Castanha, é uma pessoa iluminada. Pra mim é quase um pai aqui em Sampa. Mesmo que também fique muito tempo sem falar com ele.

Enfim. Chega de rasgação de seda e confere o Nandinho botando pra quebrar.

Um beijo bem grande pra ele.

E acessa o site da banda Dream Cover aqui.

Punhetinha progressiva

Julho 4, 2008

Nada a ver com escova escova progressiva nos pêlos pubianos… relaxa.

Punheta é um ótimo termo quando você quer se referir a algo sem propósito. Afinal, copular com uma fêmea é bem mais interessante não? (copular foi MUITO bom, desculpe…)

O que eu quero falar é que sou culpado. Piro em bandas que tocam mil notas por segundo, compassos pouco usuais e passagens de perder o fôlego. Acho bonito. Acho bacana a técnica, a concentração, a labuta pra fazer uma passagem maldita super bem executada.

Mas como paciência tem limite o que mais me irrita em bandas progressivas, nos shows, são os solos individuais, de 10 minutos ou mais. Eu tenho vontade de subir no palco e matar o cidadão.

As músicas já são material suficiente pra exibir toda a técnica e desenvoltura no instrumento.

As bandas progressivas que eu curto são motivo de piada. Eles não lançam tendências, não ligam para o mainstream e o principal, elas piram na música. É o gozo. Não usam cabelo da moda e nem frequentam festivais alternativos. E é por isso que gosto. Pela paixão pela partitura, pelo apego ao instrumento e principalmente pelo desapego ao conceito de “sucesso”. Ok, cada um no seu estilo. Mas o que irrita na música hoje é o fato da música ser o menos importante. O que importa é estar na mídia, ser cool, lançar moda. Como dandinhas medíocres (me desculpem os fãs) de coisas despropositadas como a Cansei de Ser Sexy. É nítido que ,nessas bandas, a música é o menos importante.

Mas… o mundo não é perfeito e 9 em 10 pessoas vão rir da minha cara quando eu falar que curto Rush, Dream Teather e por aí vai.

Então, pra quem gosta de bronha musical toma aí uma linda música, do Dream. Eu acho esse som maravilhoso, lindo. E a letra é foda. Foda pra caralho.

Curta (ou se manda daqui):

Parte 1:

Parte 2:

E canta junto (alguns vão achar a letra muito americana, talvez uma crítica ao islamismo. To cagando. Religião, qualquer uma, é um lixo sem nexo.):

In the name of God

How can this be?
Why is he the chosen one?

Saint gone astray
With a scepter and a gun

Learn to believe
In the mighty and the strong

Come bleed the beast
Follow me it won’t be long

Listen when the prophet
Speaks to you
Killing in the name of God

Passion
Twisting faith into violence
In the name of God

Straight is the path
Leading to your salvation
Slaying the weak
Ethnic elimination

Any day we’ll all be
Swept away
You’ll be saved
As long as you obey

Lies
Tools of the devil inside
Written in Holy disguise
Meant to deceive and divide
Us all

Listen when the prophet
Speaks to you
Killing in the name of God

Passion
Twisting faith into violence
In the name of God

Blurring the lines
Between virtue and sin
They can’t tell
Where God ends
And mankind begins

They know no other
Life but this
From the cradle
They are claimed

Listen when the prophet
Speaks to you
Killing in the name of God

Passion
Twisting faith into violence
In the name of God

Hundreds of believers
Lured into a doomsday cult
All would perish
In the name of God

Self-proclaimed messiah
Led his servants
To their death
Eighty murdered
In the name of God

Forty sons and daughters
Un-consenting plural wives
Perversions
In the name of God

Underground religion
Turning toward
The mainstream light
Blind devotion
In the name of God

Justifying violence
Citing from the Holy Book
Teaching hatred
In the name of God

Listen when the prophet
Speaks to you
Killing in the name of God

Passion
Twisting faith into violence
In the name of God

Religious beliefs
Fanatic obsession
Does following faith
Lead us to violence?

Unyielding crusade
Divine revelation
Does following faith
Lead us to violence?