O sombra

Junho 30, 2008

Essa é uma das fotos de minha estadia em Santiago. Foi tirada (existe isso? Tirar uma foto?) na noite em que rolou o maior stress. Deu briga, veio polícia, uma história louca. Tinha tudo pra ser uma noite normal e sonolenta em um lugar ruim.

O mano, eu (disfarçado), a coluna branca (chapadona) e o Cris. Cerveja quente, briga e chuva torrencial, tudo no mesmo pacote.

Blood, sweat and beers no texas brasileiro…

E pensar que acabei a noite sentado do lado da geladeira de cerveja e de uma bomba de gasolina, tomando chuva por tabela. Tudo embalado pelas luzes do giroflex dos carros da polícia.

Pensando bem parecia uma cena surreal saída de algum quadrinho de Preacher.

Office cabaret

Junho 30, 2008

Bem que a mulherada lá da “firma” podia fazer dessas de vez em quando. Ok… a coreografia é boba, o tubarão não tem a menor graça e a música é horrível. Mas quem se importa. O que importa é que tem pernas, muitas pernas pra cima… hmmmm, pernas (exclamação tipo Homer Simpson)

Assista:

Diablo III

Junho 30, 2008

Diablo, clássico dos clássicos quando o assunto é jogo de RPG no computador, está de volta. A Blizzard colocou em seu site um teaser e até um vídeo do gameplay. Vale a pena conferir. A Aline (fã incondicional) vai ter um treco. Se você nasceu nos anos 80 e quer saber do que se trata o RPG. clique aqui.

A gurizada de hoje acha que RPG é apenas uma classificação dos jogos de videogame. É mais que isso. Os jogos sob a etiqueta “RPG” são, na verdade, uma transposição para a tela dos tradicionais RPGs que se jogavam com papel, caneta, dados e uma boa história na cabeça.

A questão é que Diablo foi o maior sucesso nesse quesito, a transposição do jogo para a tela. Ganhou as notas mais altas em sites especializados (ganhou 9.6 no gamespot.com) e deixou fãs boquiabertos até os dias de hoje e, a melhor parte, como disse, é que ele está de volta. Vamos ver a que vem.

Por enquanto, acessa o site de Blizzard e baba. Vale muito a pena assitir aos dois vídeos. O mais legal é que o jogo preservou muito a tradicional interface do jogo original, muito familiar aos antigos jogadores. A movimentação point and click (com o mouse) também continua a mesma e se prova a mais adequada a esse tipo de game.

Putz… não sou fã de Diablo mas fiquei bem interessado.

Quê? Nunca ouvir falar de Diablo? Se bobear, ainda dá pra encontrar o jogo original (de 1996) dando sopa por aí em alguma loja na internet ou até mesmo em algum site bom samaritano de dowload de jogos.

Não é de hoje que a bola da vez são os games casuais. Pra os não letrados, um game casual é um jogo que não exige gráficos primorosos e regras intrincadas. Nem mesmo uma história convincente.

Um game casual é aquele tipo de jogo que pode estar na web, em um celular ou até mesmo instalado em um computador (o exemplo clássico é paciência).

É um mercado que cresce pois vai além das fronteiras dos jogos tradicionais. Se o jogo for bacana vai atrair o público mais harcore (jogadores mais exigentes) e vai atrair também aquela imensa galera que só quer uma distraçãozinha rápida e rasteira.

Achei o Posier no Gamereporter. Mais simples impossível. equilibrar caixas em uma barra suspensa. Pura física e altamente viciante. Aliás, repara que os gráficos são super estilizados. É como se fosse um desenho em uma página de papel pautado. Provavelmente o esforço e o tempo para finalizar esse jogo foram pequenos. E mesmo assim o resultado é bem legal.

Dê uma jogada aqui

Se curtiu o lance acessa um dos melhores sites de games baseados na web

Só manere no trampo… seu chefe vai ficar louco com sua baixa produtividade

Musaranho’s fight

Junho 29, 2008

Pra quem não sabe, o Musaranho é o menor mamífero do mundo. Tá aí uma animação muito bem feita e divertida com o bichinho como seu principal protagonista. Muito legal. Muito bacana.

Assista:

Para mim, deixou o Big Bucky Bunny no chinelo

Batendo um fio

Junho 28, 2008

A semana foi cansativa por algumas razões usuais e por outras que ainda desconheço. As usuais são aquilo que deveriam ser, usuais. Trabalho, rotina, dia-a-dia e as coisas mundanas.

Não senti a mínima vontade de fazer coisa alguma, mesmo tendo na cabeça uma lista interminável de projetos, sonhos e pirações.

Tirei um tempo para falar ao telefone. Coisa rara. Eu simplesmente detesto telefones. Talvez seja por isso que meu telefone raramente toca e quando toca eu não ouço, não atendo ou não quero atender. Não me olhe assim. Todo mundo ignora ligações, sejam de quem for, mais cedo ou mais tarde.

O pavor telefônico é tanto que, talvez inconscientemente, adotei a prática de sempre estar com o maldito celular no modo “mudo”. E isso, óbvio, me faz perder 99% das raras ligações dirigidas a mim.

O telefone fixo, esse dinossauro, fica desligado por dias a fio.

Eu explico. Minha fobia não é tão doentia assim. A questão é que muitas coisas em minha casa dividem um mesmo ponto de energia. E, por alguma razão, comecei a desligar as coisas da tomada toda vez que saio de casa. Dessa forma, o telefone também fica desligado. Não tenho secretária eletrônica. E é por isso que mais da metade de meus amigos/familiares/conhecidos/etc raramente conseguem falar comigo ao telefone. Meu querido Tiago (o homem das guitarras e dos gatos) sempre conta a mesma história: “Ligar pra ti é complicado, geralmente você liga dois dias depois perguntando se eu te liguei”.

Enfim… mas tem um lado positivo. Acredite se quiser, minha conta de energia baixou em 30%. Juro. Não fazia idéia de que aparelhos em stand by consumissem tanto. Antes tudo ficava “semi-ligado”: TV, DVD, telefone, decodificador de TV a cabo, roteador, modem, caixas de som…

Mas a questão não é a energia elétrica. Nem os telefones.

A questão é que o telefone é o único meio pelo qual tenho uma ligação com aqueles que mais amo. Minha família.

Não consigo ir para minha terra natal (onde está toda minha família) com a frequência que gostaria. A viagem é longa, cansativa e dispendiosa. E o que mais contribui é minha rotina de trabalho na qual é muito difícil tirar uma folguinha ou sair relativamente cedo em um sexta-feira.

Mas é engraçado como esse aparelho pelo qual tenho tantas reservas seja justamente aquele que me faz ouvir a voz de meu pai, minha mãe, meu irmão, meus amigos distantes e todas aquelas pessoas pelas quais tenho um carinho especial.

Nos dias que ligo para eles me sinto em casa outra vez, mesmo longe. E confesso que as notícias de lá sejam boas ou más fazem com que eu sinta um peso enorme. O peso de uma culpa de não estar lá nas horas boas ou ruins, junto daqueles que me amam incondicionalmente. É difícil conviver com isso. É a mais pura verdade.

Batendo um fio, pra quem não sabe, é uma expressão das antigas. Uma gíria esperta e cool que se refere justamente a telefones. Quer que a gata te ligue mais tarde? Vira pra ela e fala “Bate um fio pra mim”. Essa expressão ouvi pela útima vez da boca do meu tio Júlio, para o qual bati um fio hoje.

E é só. Não me ligue. Eu ligo pra você.

Entrelinha

Junho 28, 2008

Tua reticência me irrita
Três pontos imprecisos, incômodos e explícitos.
Tua margem me confunde
Me seduz. Quase imperativo, um pedido. 

Tuas flores. sempre repetidas
Me acalmam e excitam. Assim, tudo de uma vez.

Quem és tu?
Que me invade sem licença?
Que me leva pela mão em pensamento.
Pra lugares tão só teus

Que dia é esse?
Que não vive sem espinho
Que anuncia um outro olhar
De perfume e corte fundo

Assim, sempre proibido
Sujo e impuro. É libido?
Talvez. Rubro sangue.
Como um vício narcisista

Como a fumaça de um cigarro.
Me enche de prazer em um instante
Acaba em escarro
Doente, pútrido e humilhante

É bom te ter por perto
pra te querer distante
e em um único beijo te renegar
em um falso abraço fraterno

De quem é o salto
que me pisa com carinho?
Fetiche?
Sempre de mansinho
Como diva em preto e branco

Me transformo em bruma
Te envolvo sem tocar
Sede, fome e angústia
Tudo em preto e branco

Assim me faz querer
ter e não ter
A dor e o prazer

Te odeio
Por não poder falar
Por não saber e
por fim
ser

Te vejo em meu espelho
e reconheco
o estranho que me tornei

Web site motha fucka!

Junho 27, 2008

Nesse aqui o “M.SEO” está mais convincente (veja o post anterior). Acho que vou adotar essa tática toda vez que pintar um frela… convencer o cliente de certas coisas no gogó.

É hilário. Pra quem manja de inglês e saca dessas punhetas todas de google, SEO e mais o caralho seco (expressão gentilmente cedida pela Gilda) que o parta, é de rolar de rir.

Aumente o volume, aperta o play e canta junto (a letra está ali embaixo)

Link Building 101
by Poetic Prophet

You create a new site and its content heavy,
With the right amount of pictures you believe it’s ready,
So you launch it trying to put money in da bank,
But when you search and try to find yourself, you can’t,
So you thank until your mind goes blank,
Got titles and headers but no page rank,
Sooner or later it will show if I wait,
In the meantime make sure my code validate,
And it do,
Hmm, now what I’m supposed to do,
Add meta information and alt tags too,
Still don’t get listing,
Something must be missing,
Brad and Chuck recommended doing link building,
So you start hunting down sites like a predator,
Doing back links on all your competitors,
Whoever linking to them need to link to me,
Is it free, do we swap, or do I pay a fee,
Well take it from us, before you take that step,
Some things about the site that you might want to check,
Did they use a link farm or some dirty tactics,
Could have a bad effect on your site that’s drastic,
Could’ve link baited, look at what they created,
Compare it to yours, is it even related,
Take the time, go inspect and see,
Take advantage of paid directories,
If you follow all the steps with a little bit of patience,
Get links from relevant sites that are favorites,
Update your content on the regular basis,
I’m confident you’ll make it to first page placement

Eu já falei que eu PRECISO trabalhar com esse cara?…

Geek rap

Junho 27, 2008

Puta merda… olha esse vídeo.

O maluco fez um rap falando de SEO, cost per click e mais uma pá de jargão do mundo dos negócios “internéticos”… (alguém lembra daquele bizarrice da Internética? no programa do Otaviano Costa…)

Tá contratado! Eu PRECISO trabalhar com esse cara. (Ok… como rapper ele até que é um bom entendedor de web…o mano é meio ruim de rima e ritmo)

A letra pra acompanhar:

Paid Search
by Poetic Prophet

You want to start SEM well heres what to do
focus on a product and find a niche too
you want to get the listing
I’ll give you some assisting
SEO & SEM, they are coexisting
to cover all the bases
you must have patience
research all your keywords and your phrases
they all sound good but they may not be a factor
several ways to check and I prefer word tracker
very vague phrases should get denied
longtail keyphrases are more qualified
check the cpc, that’s the cost per click
make a judgement call, is is worth that hit
if it is then keep it
if its not then delete it
stay within your budget, that’s not a big secret
track your results, reporting is critical
and set your goals right be Google analytical
Google Adwords and Yahoo Search Marketing
if your business local make sure you geo targeting
the user only clicks on what sounds best
make sure you use very descriptive ad text
its a must that you use correct landing pages
if they see what they want, they easily persuaded
when they convert that’s a win win
when your site is bookmarked they’ll come back again
cpc will go, ctr will skyrocket
ROI will get better, that’s more money in your pocket
and if you smart, you’ll invest in more phrases
but that’s up to you, I’m just giving you the basics
you got it then fine, if you don’t hit rewind
listen closely and play it back 1 more time
that’s just the start anymore might cost
I have to deal with my boss
if I tell you the secret sauce
like using paid search to enhance seo
and revolving ad text is the way to
uh oh, I gotta go, that’s too much for you to know
but if you want more, wait for the next video

Liberdade e prisão

Junho 26, 2008

Uma reflexão instigante sobre o amor (o ódio, por que não) e as palavras. Alguém que fala mesmo em silêncio me enviou.

De CONTARDO CALLIGARIS, da Folha de São Paulo

 Amores silenciosos
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A gente se declara apaixonado porque está apaixonado ou pelo prazer de se apaixonar?

FAZER E RECEBER declarações de amor é quase sempre prazeroso. O mesmo vale, aliás, para todos os sentimentos: mesmo quando dizemos a alguém, olho no olho, “Eu te odeio”, o medo da brutalidade de nossas palavras não exclui uma forma selvagem de prazer.
De fato, há um prazer na própria intensidade dos sentimentos; por isso, desconfio um pouco das palavras com as quais os manifestamos. Tomando o exemplo do amor, nunca sei se a gente se declara apaixonado porque, de fato, ama ou, então, diz que está apaixonado pelo prazer de se apaixonar.
Simplificando, há duas grandes categorias de expressões: constatativas e performativas.
Se digo “Está chovendo”, a frase pode ser verdadeira se estamos num dia de chuva ou falsa se faz sol; de qualquer forma, mentindo ou não, é uma frase que descreve, constata um fato que não depende dela.
Se digo “Eu declaro a guerra”, minha declaração será legítima se eu for imperador ou será um capricho da imaginação se eu for simples cidadão; de qualquer forma, capricho ou não, é uma frase que não constata, mas produz (ou quer produzir) um fato. Se eu tiver a autoridade necessária, a guerra estará declarada porque eu disse que declarei a guerra. Minha “performance” discursiva é o próprio acontecimento do qual se trata (a declaração de guerra).
Pois bem, nunca sei se as declarações de amor são constatativas (“Digo que amo porque constato que amo”) ou performativas (“Acabo amando à força de dizer que amo”). E isso se aplica à maioria dos sentimentos.
Recentemente, uma jovem, por quem tenho estima e carinho, confiava-me sua dor pela separação que ela estava vivendo. Ao escutá-la, eu pensava que expressar seus sentimentos devia ser, para ela, um alívio, mas que, de uma certa forma, seria melhor se ela não falasse. Por quê?
Justamente, era como se a falta do namorado (de quem ela tinha se separado por várias e boas razões), a sensação de perda etc. fossem intensificadas por suas palavras, e talvez mais que intensificadas: produzidas.
É uma experiência comum: externamos nossos sentimentos para vivê-los mais intensamente -para encontrar as lágrimas que, sem isso, não jorrariam ou a alegria que talvez, sem isso, fosse menor. Nada contra: sou a favor da intensidade das experiências, mesmo das dolorosas. Mas há dois problemas.
O primeiro é que o entusiasmo com o qual expressamos nossos sentimentos pode simplificá-los. Ao declarar meu amor, por exemplo, esqueço conflitos e nuances. No entusiasmo do “te amo”, deixo de lado complementos incômodos (“Te amo, assim como amo outras e outros” ou “Te amo, aqui, agora, só sob este céu”) e adversativas que atrapalhariam a declaração com o peso do passado ou a urgência de sonhos nos quais o amor que declaro não se enquadra.
O segundo problema é que nossa verborragia amorosa atropela o outro. A complexidade de seus sentimentos se perde na simplificação dos nossos, e sua resposta (“Também te amo”), de repente, não vale mais nada (“Eu disse primeiro”).
Por isso, no fundo, meu ideal de relação amorosa é silencioso, contido, pudico.
Para contrabalançar os romances e filmes em que o amor triunfa ao ser dito e redito, como um performativo que inventa e força o sentimento, sugiro dois extraordinários romances breves, de Alessandro Baricco, o escritor italiano que estará na Festa Literária Internacional de Parati, na próxima semana: “Seda” e “Sem Sangue” (ambos Companhia das Letras).
Nos dois, a intensidade do amor se impõe com uma extrema economia de palavras (“Sem Sangue”) ou sem palavra nenhuma (“Seda”). Nos dois, o silêncio permite que o amor vingue -apesar de ele não poder ser dito ou talvez por isso mesmo.
No caso de “Seda”: te amo em silêncio porque te encontro ao limite extremo de uma viagem ao fim do mundo, indissociavelmente ligada a um outro, e nem sei falar tua língua.
Você me ama em silêncio porque sou outro: uma aparição efêmera, uma ave migrante.
No caso de “Sem Sangue”: te amo, e não há como falar disso porque te dei e te tirei a vida. E você me ama pelas mesmas razões pelas quais poderia e deveria querer me matar (os leitores entenderão).
Nos dois romances, a ausência da fala amorosa acaba sendo um presente que os amantes se fazem reciprocamente, uma forma extrema (e freqüentemente perdida) de respeito pela complexidade de nossos sentimentos e dos sentimentos do outro que amamos.

Demônio faminto

Junho 26, 2008

Não abro meu Feed Demon (leitor de rss ninja) há uns quatro dias. Pulando um único dia já dá pra ver um numeral 300 em um bold insuportavelmente gritante, sinalizando o que ainda não foi visto.

Como diria a Regina Duarte… eu tenho medo. Não é a toa que o programa traz um providencial e auto-explicativo “Panic Button”…

Tem horas em que…

Junho 25, 2008

… o mundo anda tão rápido que não dá tempo de dar uma paradinha pra mijar no meio do caminho.

Eu acho que quando você sobe na vida não tem aquela história de “com ou sem emoção”. É sempre com o coração na mão, ou a mão nele (Não pensa sujeira, moleque!).

O negócio é carregar uma garrafinha… você já tem a sua?

Caminhos que se cruzam

Junho 25, 2008

Dia desses recebi um e-mail do Cris. Cris, até algum tempo atrás, era um molequinho da turma da rua que eu já não conhecia tão bem quanto antes. Com o tempo começamos a conversar pela internet. O moleque virou roqueiro, “alternativo”, seguiu a religiosa tradição da molecada da gloriosa Vila Nova, de Santiago.

Papo vai e papo vem e o guri queria fazer um fanzine. Um fanzine de metal, coisa buena. Topei. Falei “me manda os textos que eu monto pra ti”. Dito e feito e nessa história toda viramos amigos. Papos na net e tal. Até que na minha última ida a Santi City consegui falar pessoalmente. O cara foi meu parceiro nas noites insólitas santiaguenses. E o mais bacana é que, com ele, conheci toda uma nova geração de jovens santiaguenses. Só gente do bem.

E é engraçado como velhas e novas histórias se cruzam quando a gente menos espera. Um dos meus irmãos que só falta ser de sangue foi até Santiago dar uma palhinha e topou com o Cris por lá. Os dois conversaram e tinham uma coisa em comum. A minha amizade.

Porra, fiquei lisonjeado. Quem imaginaria que um ser infernal como eu teria esse poder de persuasão de aproximar duas gerações que pareciam tão distantes. Pois é. Sem querer acabo fazendo o bem as vezes.

Cris me mandou  a foto do encontro (ali em cima). A única coisa que eu queria era estar ali, na mesma foto, no meio dos dois.

Um brinde a amizade.

Sossega piá

Junho 24, 2008

Navegando a esmo pela imensidão do mar cybernético encontrei uma animação bem legal em stop motion (que muita gente chama de “animação com massinha”).

É útil para mostrar pro seu filho/sobrinho/enteado/wathever quando o diabo estiver enchendo a paciência.

Vai mijar na cama por um mês.

Assista:

Abre o olho japonês!

Junho 23, 2008

Vídeo publicitário premiado em Cannes. Non Blinking Woman levou bronze. De uma empresa de chocolates. Divertido.

A Panini desovou nas bancas um clássico do enlatado mais querido de todos os tempos da última semana.

Para os novos fãs do Homem de Ferro, graças ao ótimo filme, é uma boa pedida. E, claro, para aqueles que já conhecem, vale reler.

No filme deu pra perceber que o ferroso era chegado numa cana. Até por que água enferruja certo?

Eis que surge “Demônio na garrafa”. Nenhuma relação com o cramulhãozinho na garrafa da novela Renascer… (se não lembra, assista aqui o capítulo onde aparece o coisa ruim engarrafado)

O volme reúne 9 edições da revista Homem de Ferro contando, justamente, sua maior batalha. A batalha contra a marvada pinga.

Corre na banca que ainda dá tempo de pegar pra ler tomando um whisky…

Massagem no ego

Junho 23, 2008

Volta e meia acontecem alguns ciclos estranhos. Um deles é quando, desavisadamente, as pessoas começam a falar bem de minha pessoa.

De uns tempos pra cá tenho voltado a ouvir muito algumas já conhecidas frases: “Cara, você é muito bom.”, “Você é um talento desperdiçado” ou “O que você tá fazendo trabalhando aqui nesse lugar?”

Pois é, por incrível que pareça existe um bando de lunáticos que acreditam que sou um cara bom, seja lá o que isso signifique. Profissionalmente, claro.

Tenho ouvido esse tipo de coisa desde de pessoas insuspeitas como a estagiária que trabalha comigo até ex-chefes. Digo insuspeitas pois a estagiária em questão é faca na bota. Se não gosta fala mesmo. Parecida comigo em algumas coisas. Ela teve a paciência de ler meu trabalho de pós-graduação inteiro. E ela curtiu pra caramba. Bom… e chefe, você sabe. É difícil os caras falarem bem de ex-funcionários. : )

E claro, ouço de pessoas mais do que suspeitas como amigos, namorada, colegas de trabalho mais próximos, ex-colegas com os quais tenho amizado pós “firma” e por aí vai.

Mas o que me intriga é que algo deve estar errado. Ou, na melhor das hipóteses, eu estou errado. Ou fazendo alguma coisa errada. Ou talvez, na pior das hipóteses, não estou me levando a sério o suficiente.

Já recebi propostas de emprego sim. Afinal sou um cara que está vivo, ainda. E pelos lugares que passei todos acharam o máximo esse tal perfil polivalente. Já ouvi muito “Você é o cara que a gente precisa”. Mas aí entra toda uma questão de grana (que deixa tudo mais difícil) e em alguns casos recusei por motivos específicos.

Já me ofereceram até cargo de gerente de produto! “Cara, você não é jornalista e escreve (alguns dizem que bem), você manja de tecnologia pra caramba, você tem um puta conhecimento da áera, você desenha e por aí vai”. Muita gente vê  nitidamente esse perfil “multimidia” e me valoriza em função disso. Enquanto isso eu fico querendo ter um perfil específico. Fico querendo ser bom, muito bom em uma única coisa. Mas nunca consigo. Talvez não consiga por ser um cara curioso demais. Por querer saber de tudo um pouco e tentar resolver todos os problemas do mundo, até mesmo aqueles que acontecem entre divisórias esmaecidas e gente de cara amarrada.

Essa questão toda me aflige, pois ao mesmo tempo que minha carreira foi para o lado das generalidades, todo mundo (ou a maioria) quer alguém com um conhecimento específico. Pra se ter uma idéia do problema, até pouco tempo meu ex-chefe não sabia o que eu era exatamente. Achava que eu era jornalista, depois tinha impressão que eu era programador. Até finalmente descobrir que, de formação, sou um designer.

Essa confusão inclusive me desnorteia. Em alguns momentos perco a referência de quem eu sou. Mas não acho isso ruim. Talvez o ruim seja estar preso em um modelo que todos admiram, mas poucos precisam no mundo fordiano de hoje. Onde o que importa é o robozinho que sabe pra caramba fazer uma única coisa.

Isso também me coloca numa crise pessoal terrível. Eu sinceramente não me acho um cara bom quando falando de algo muito específico. Eu escrevo (nesse blog) para poder respirar um pouco mais aliviado ao fim do dia, eu desenho (quando consigo) pra quebrar o galho e eu programo ou escrevo algumas linhas de código por que não há mais ninguém que o faça. Em resumo, eu faço tudo o que faço por que não quero ficar dependendo de outros para fazer as coisas acontecerem. E, claro, faço as coisas da maneira que faço por que, sinceramente, eu gosto de meter o bedelho e aprender, em tudo que cai nas minhas mãos.

Ok. Eu não sou um cara fácil. Não mesmo. Quem me conhece pode falar (ou praguejar) com muito mais propriedade que eu. Nos meus dez anos de carreira deixei alguns desafetos pra trás, talvez pelo meu impulso incontrolável de falar algumas verdades, sem medo, doa a quem doer. Deve ter uma meia dúzia (ou muito mais) que simplesmente me detesta. Mas tem muita gente que me admira justamente pela minha convicção ferrenha ao meus ideais e a minha postura as vezes politicamente incorreta diante das adversidades ou situação delicadas do melindroso mundo corporativo.

Resta saber se existe lugar pra mim nesse mundo. E chega desse papo egocêntrico antes que eu vomite. Boa semana a todos os malditos que por aqui passam e cada um com seus problemas.

Sobre morar só

Junho 21, 2008

Que fique claro que a postagem desse texto não quer dizer que eu quero morar só para o resto da vida ou que pra mim seja inaceitável dividir meu espaço com alguém. (isso serve pra Lele… : ) )

Na verdade, esse texto, que encontrei no Yahoo respostas, serve única e exclusivamente para mostrar para a maioria das pessoas que um pobre ser humano que vive sozinho não é um bicho de sete cabeças ou um monstro egoísta (como a maioria nos vê) e que, geralmente, é um indivíduo muito mais resolvido consigo mesmo do que muita gente que vive cercada de outros por pavor de ficar só (ou por medo da própria companhia).

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Embora esteja mais intenso, o fenômeno não é recente. Ainda na década de 1940, quando apenas 8% dos americanos moravam sozinhos, o sociólogo alemão Norbert Elias publicou o ensaio A Sociedade dos Indivíduos, sobre a individualização do ser humano. Segundo o pensador, as pessoas preferem ficar sozinhas porque se sentem cada vez com menos coisas em comum com as demais.
Nas sociedades primitivas, as histórias individuais eram muito parecidas porque todos compartilhavam as mesmas necessidades (comida, proteção) e ameaças (frio, predadores, doenças). Aos poucos, porém, fomos domando a natureza e abandonando nossos instintos selvagens. Surgiu então um espaço antes impensável para que cada um preenchesse com suas preferências, vontades e vocações. E fomos ficando diferentes.

Pense em um médico dermatologista que gosta de teatro e arte moderna, pratica squash, circula de moto, adora acordar cedo, ouve ópera a todo volume, cria três cães de grande porte e visita a mãe todo fim de semana. Qual é a chance de existir alguém com as mesmas preferências? Em outras palavras, passamos a ser únicos. Tribos de um índio só. E a sociedade passou a ser vista como um grande empecilho, uma massa que nos reprime e que não nos compreende. “Internamente, o indivíduo tem a sensação de ser uma coisa separada, de existir sem relação com outras pessoas”, escreveu Elias. O lado bom disso é que isso lhes deu mais independência, liberdade e capacidade de decidir por si. O lado ruim é o isolamento não só físico, mas na essência, das pessoas. Cada um acha que se tornou tão único que ninguém o entenderá.

Isso não quer dizer, no entanto, que o homem está caminhando para um ponto em que cada um vai se bastar. Afinal, somos bichos sociais que precisam de contato com semelhantes. Como disse o poeta inglês John Donne: “Nenhum homem é uma ilha”. Mas quanto mais únicos nos tornamos, maior a possibilidade de encontrarmos formas únicas de ser feliz.

Esqueça seus avós
Portanto, o primeiro aviso que se ouve de psicólogos, terapeutas e antropólogos é: esqueça o padrão familiar tradicional. A história de vida de seus avós parecia ser o modo certo de viver, mas nunca foi nem nunca será o único. Em outros tempos e em outras culturas houve muitos arranjos diferentes, cada um com suas características. E novos padrões continuam a ser inventados.
Nos idos de 1963, quando ficou noiva, a professora aposentada Ruth, de 61 anos, não queria saber de novidade. Ela sonhava em casar-se. Mas o sonho foi sendo adiado. Primeiro, ela teve de acabar os estudos. Depois, os pais adoeceram e precisaram de atenção. E assim foi. Por motivos alheios à sua vontade, o casamento tão sonhado foi sendo protelado até que ela e o namorado pararam de falar no assunto.

E, hoje, 40 anos depois, o casal continua junto, mas como namorados. “A gente vive bem assim”, diz Ruth. Eles só dividem o mesmo teto quando viajam para um apartamento no litoral. Na casa de Ruth, em São Paulo, há um quarto e um banheiro para o caso de ele resolver dormir lá. Essa vida não tem nada a ver com o modelo que aprendeu dos pais, mas Ruth não parece preocupada com isso. Ela vive bem assim.

Relacione-se
Mas morar só, mesmo que por um tempo, não significa se isolar. Muitos interesses podem ser compartilhados com amigos ou namorados. É como diz a jornalista Fabiana Zanni, de São Paulo. “Moro sozinha por opção, como é também uma opção trazer gente em casa ou sair. A cidade continua cheia.
A agenda continua lotada. Não enxergo minha casa como um lugar de reclusão, mas sim de aconchego”.

O arquiteto Argus Caruso, de 29 anos, precisou ir além para descobrir isso. Há mais de dois anos ele pedala pelo mundo. Já visitou 19 países. “Na Indonésia e na Índia, bastava parar de pedalar por alguns segundos que dezenas de pessoas se amontoavam para ver o ‘louco’ e sua bicicleta. Acostumei, mas, no começo, só me sentia confortável dentro dos quartos de hotéis.”

Apesar de tanta gente, Argus não se sentia acompanhado. “Ao contrário, por ser uma exceção tão grande para aquela cultura, acabava me sentindo só.” Descobriu que é possível estar só em meio a uma multidão e acompanhado no deserto. “Independentemen-te da quantidade de pessoas ao meu redor, o que me faz sentir acompanhado são a lembrança da família e dos amigos e os companheiros que faço no percurso”, diz, se referindo a outros ciclistas com os quais percorreu alguns trechos. “Foi muito bom ter alguém para dividir experiências, mas acho que só funcionou porque havia autonomia para nos separarmos a qualquer hora. Seguíamos juntos por opção e não por uma relação de dependência.”

Essa receita serviria também para dividir um apartamento numa grande cidade brasileira. Ou mesmo para um casamento, nesses dias em que o segredo do sucesso de qualquer relacionamento está na preservação da individualidade dos parceiros.

Ouça sua própria vontade
Ficar só é uma ótima forma de aguçar o ouvido. Mas o ouvido interior, aquele que ouve a voz do coração. Sem obrigações e compromissos assumidos com um companheiro, só temos a própria vontade, o desejo, para guiar nossas escolhas. E saber o que se quer é uma habilidade que facilita muito a vida de qualquer um, casado, namorado ou solteiro.
Rogério, de 34 anos, tem namoros longos, de anos. Sai de um e logo entra em outro. Outro dia, durante uma crise com sua namorada, pegou-se de repente sem nenhum compromisso. Não tinha trabalho atrasado a fazer (era sábado), não tinha ninguém solicitando sua atenção, nem pai nem mãe pedindo sua ajuda. Nada. Estava livrinho. E ficou aflito, coitado. Passou o sábado perdido, dividido entre as infinitas possibilidades daquele momento. Escolheu vários programas, arrependeu-se de cada um logo em seguida e acabou não fazendo nada. Seu ouvido interno estava surdo.

Semanas depois, Rogério continuava sozinho, mas o espírito era outro. No domingo, foi andar sozinho de bicicleta. Mais tarde, foi para casa, fez uma bela salada de que gosta, abriu um vinho e esbaldou-se. Quando terminou, tinha disposição para ver a peça de teatro que tinha escolhido. Seu coração, durante tanto tempo amordaçado, falava tão alto que qualquer um podia ouvi-lo.

Encontre sua força
Claro que morar sozinho tem desvantagens. Para começar, custa mais. E exige uma baita logística para administrar uma casa. Além disso, é preciso estar sempre batalhando para arranjar companhia para um simples almoço ou, para quem não tem um relacionamento, encontrar pessoas para satisfazer as carências afetivas e sexuais. Mas a força que vem dessa experiência é enorme.

Ruth, a professora que namora há 30 anos, diz que encontrou em si mesma uma força que desconhecia. “Eu me acostumei morar só e passei a crer mais em mim mesma”, diz ela. “Hoje, acredito que não preciso depender de um homem para nada, nem financeira, nem moralmente”, conta. Na vida de Ruth, o namorado é “algo a mais”, embora seja importante. “Ele me apóia em tudo e eu não gostaria de perdê-lo, mas dentro da minha casa quero minha individualidade.”

Abuse da liberdade
Há quatro anos, a jornalista Fabiana Zanni, de 32 anos, saiu da casa dos pais para morar num desses edifícios com pequenos apartamentos dúplex, uma área de lazer considerável e muitos solteiros. Esperava fazer amigos entre a vizinhança, mas encontrou algo muito diferente. “Foi uma surpresa ver que os vizinhos não interagiam.” No final, Fabiana percebeu que preferia assim. “Tenho a liberdade de me relacionar com quem escolho. Na minha casa, só entram meus amigos.”
“O dia-a-dia de quem mora só tem muito menos atrito”, diz o terapeuta Álvaro Dezoto. Imagine se Fabiana tivesse de negociar com alguém antes de pichar uma frase da pintora mexicana Frida Kahlo na porta de seu banheiro. “Quando voltei de férias do México, não poderia ir trabalhar fantasiada de Frida, mas podia decorar minha casa como eu quiser.” Já o apartamento do engenheiro naval Marcelo Grimberg, de 38 anos, é todo decorado com madeira, para simular o interior de um barco. “Minha casa é a minha obra.”

O artista plástico Luiz Hermano, de 49 anos, não apenas mora sozinho como também montou seu ateliê em casa. O espaço ficou tão personalizado, tão parecido consigo, que ele adora voltar para casa. “Saio e já quero voltar correndo. Aqui, fico equilibrado, me sinto bem e desenvolvo minhas idéias.”

Mas, de novo, a idéia não é se isolar. “Tem horas em que quero trocar idéias, compartilhar, dividir meu tempo com os amigos, com gente com quem tenho prazer de ficar junto.”

Deixar alguém entrar nesse universo tão pessoal que é a casa de um avulso não é tarefa fácil. O engenheiro Marcelo, aquele que fez da casa um barco, diz ter vontade de morar com alguém, mas desde que seja alguém que respeitasse seu espaço. Seu último namoro acabou porque sentiu que a garota estava invadindo seu convés. Mas ele diz que, no dia em que achar a pessoa certa, vai trocar de apartamento. Mas não pretende abrir mão de seu terreno sagrado. “O ideal para um casal é aquele que tem três dormitórios: o seu, o dela e o dos dois”, diz ele. Pelo jeito, Marcelo conhece a lição. Ele sabe que, no mundo de hoje, cada um inventa sua própria fórmula de viver e ser feliz. Ponto para ele.

Não fuja de si mesmo
Em conversas com gente que vive ou viveu só, percebe-se que as pessoas que se dão bem sozinhas têm um traço em comum: elas gostam de ser quem são.
Faz todo sentido. Afinal, quem fica só passa mais tempo na própria companhia. Se não gostar dela, a vida fica difícil…

Até tu, google?

Junho 21, 2008

“Posso pagar pelo paypal?”

Pros deslumbrados de plantão, uma péssima notícia: até o google leva multa nessa vida.

A van do projeto Google Street View foi flagrada tomando uma bronca (e uma folhinha) de um garboso agente da lei (um puliça). Vide a foto aí em cima.

Pra quem continua morando na ilha deserta onde nada acontece e onde vão parar os padres baloneiros um adendo: o Google street view é aquele projeto onde você caminha virtualmente pelas ruas, no google maps. Coisa de louco. Aliás, dia desses estava rolando um outro projeto dos dominadores do mundo no sentido de desenvolverem uma tecnologia de reconhecimento da face humana. Isso mesmo. E agora? Tá convencido que o google na verdade é uma horda de assassinos alienígenas que estão preparando o terreno para grande invasão? Rá! Te peguei. Suou frio hein?

Não é nada disso, o reconhecimento da face humana será necessário pelo simples fato do google estar sofrendo uma série de pressões e alguns (poucos) processos quando o assunto é privacidade. O lance é o seguinte, quando o software conseguir reconhecer a face humana ele também poderá borrá-la. Pronto. Ninguém mais vai saber quem é aquele sujeito de calcinha, cinta liga e salto alto andando pelo jardim.

E como a gente sabe que 99% do mundo quer trabalhar no Google é bom esclarecer pra todos os candidatos, desde as senhorinhas faxineiras até o programador espinhento e esquisito, que o Google também leva multa. : )

A foto eu tirei do ótimo blog Eu podia tá matando.

Se quiser ver alguns flagras engracados do Google Street View, dá uma olhada no hilário post do também Eu Podia tá Matando

Animação open source

Junho 21, 2008

A Blender Foundation (empresa que banca e desenvolve o software gratuito Blender) lançou um projeto interessante e bastante inovador: A primeira animação em computação gráfica open source. Open source, para quem não manja é basicamente alguma coisa que não é comercial e que conta com a ajuda de um comunidade para ser aperfeicoada e distribuida. Dessa maneita, nenhuma plataforma melhor que a web para levar adiante um projeto desses.

A animação é Big Buck Bunny. Um projeto que foi feito a várias mãos tendo como um de seus objetivos, aperfeiçoar algumas técnicas e aperfeiçoar o próprio programa de animação (Blender).

Para tanto, a Blender contou com a colaboração de muitos voluntários usuários do programa.

Eu confesso que achei o resultado pobre em algumas coisas. A animação é super bem feita, tudo correto, tudo bonito e caprichado. Mas creio que faltou algo que nenhum programa ensina: criatividade e humor. Não sei se assisti num mau dia mas não arrancou um sorriso da minha carranca. Me pareceu uma compilação de clichês pra lá de batidos de comédia física (até por que o filme não tem diálogos, provavelmente para ter um apelo mais universal).

Não encontrei carisma em nenhum personagem. O coelhão gordo e bobo me pareceu uma tentativa de um personagem fora do padrão, desajustado, algo inspirado (de longe) talvez no Shrek. Também não encontrei nenhuma motivação nos personagens. Por que diabos o esquilo gosta de matar borboletas? Sinceramente creio que faltou um enredo consistente, bem construído. Mas isso provavelmente se deu ao fato de que uma das premissas básicas era, acima de tudo, mostrar a capacidade técnica do programa, sinalizando que ele não deixa a desejar perto de programa pagos (e muito bem pagos) como o XSI ou o Maya.

Aliás, em algum momento aparece um pássaro que é nitidamente inspirado nos pássaros do curta For the Birds, da Pixar. Enfim, pode ser impressão minha. Compare na foto abaixo e tire suas próprias conclusões.

De qualquer forma, a iniciativa é super bacana e louvável. O pacote é legal. Mas poderia ser melhor. (Eu sei… é fácil falar. Eu sei.)

Assista o curta e tire suas conclusões: