Casamento bacana
Fevereiro 11, 2008
Esse final de semana fui a um casamento. Achei bem bacana por uma série de fatores listados a seguir:
1 – Não ouvi música eletrônica e nem axé. Casamento não é rave e nem carnaval. Na verdade rolou uma Ivete Sangalo por súplica da noiva, afinal 10 em 10 mulheres adoram a grandona, por algum motivo obscuro.
2 – O lugar era pequeno e os convidados eram em um número aceitável. Casamento não é boca livre nem oba oba onde se convida Deus e o mundo. Assim não falta comida, não falta bebida e ninguém se sente numa lata de sardinha. Qualidade no lugar de quantidade.
3 – O salão da festa ficava, literalmente, ao lado do lugar onde aconteceu a cerimônia. Isso evita uma série de transtornos com deslocamentos, carros, atrasos, etc. Se você é um cristão ferrenho seria legal achar um igreja charmosinha com algum tipo de salão anexo…
4 – Não vi ninguém usando óculos ridículos, estolas coloridas e bastões que brilham no escuro. Coisa que eu acho execrável, deselegante e desnecessário. Casamento não é festa da faculdade.
5 – Como o número de convidados era pequeno foi possível servir um menu elegante, charmoso e bem cuidado. Petiscos bacanas e um menu de salada, entrada e dois pratos. Além da sobremesa, claro. Em porções educadas, pra não desperdiçar comida. Casamento não é churrascaria e, portanto, não é lugar de tirar a barriga da miséria.
6 – Os arranjos eram discretos e de bom gosto. flores e folhagens naturais e discretas. E o branco predominante, que sempre cai bem.
7 – O suposto padre que presidiu a cerimônia não era um piadista. Todo padre adora fazer piadinhas em casamento. Casamento não é stand up comedy.
Enfim, pode criticar, esse foi um dos meus posts mais gays da história do blog.
Tá, pra não dizer que não falei de flores a única coisa que achei over e “momento vou me gabar” (mas perdoável já que ambos os noivos eram jornalistas e todo jornalista se acha bonzão…) foi quando o noivo anunciou uma mensagem em vídeo do John Pizzarelli felicitando os noivos. Pra quem não sabe o fulano é um grande nome do Jazz.
Amém, parabéns aos noivos e que o amor seja eterno enquanto dure. Com ou sem o Pizzareli.
P.S: Eu curto jazz mas acho o Pizzarelli um dos caras mais sem sal dentre tantos guitarristas de jazz geniais que tem por aí. Mas enfim, gosto é gosto.
Fevereiro 13, 2008 at 9:16 am
Embora eu tenha um filho de 5 anos, nunca me casei. Mas achei bem interessante a descrição da cerimônia. Concordo plenamente e vou furtar as dicas para o dia que eu resolver casar. Nem sempre nos damos conta de algumas coias. A onda aqui em Porto Alegre é terminar tudo em Funk e Axé. Lamentável! No final do ano devo pegar meu canudo de jornalista, mas sou obrigado a concordar, também, quanto ao termo “bonzão”. Alías, é o que os meus colegas de profissão mais pensam. Existe uma piada que diz o seguinte:a diferença entre o médico e o jornalista, é que o médico pensa em ser Deus, o jornalista acredita que é.
Abração.